Experiência Romântica em SP: Amigos do Rei por uma noite

Eu moro em Belo Horizonte e passo boa parte do meu tempo aqui nessa cidade linda. Mas, digo com orgulho que ao longo desses 9 anos de existência do Lugares Românticos, eu consegui trazer para junto de mim leitores de todos os lugares do Brasil. A segunda cidade que mais acessa tanto o blog quanto o Instagram é São Paulo. Sou apaixonada pela terra da garoa. Confesso que gostaria de ir para lá com muito mais frequência do que vou. Então, para presentear os paulistanos que me acompanham. E também seguindo o ensejo da última dica de leitura aqui do blog, hoje darei uma dica de experiência romântica em SP.

São Paulo vista da janela do hotel

Sou pessoa de palavra, né gente. Prometi lá no post sobre o livro que eu falaria mais sobre a minha experiência no Amigo do Rei, o restaurante de culinária persa que conheci aqui em BH em 2002. Como promessa é dívida, cá estou eu. Para o pessoal de São Paulo, só posso dizer uma coisa: leiam esse post com carinho e curtam essa experiência. Eu conheci o Amigo do Rei aqui em BH, mas agora ele está nessas paragens ai. E mesmo para quem não é da cidade, mas estiver passando por lá com a cara metade, não tenham dúvidas de que essa será uma experiência romântica em SP inesquecível.

Foto de divulgação Amigo do Rei

O Amigo do Rei

A história do Amigo do Rei passa por duas cidades antes de chegar à experiência romântica em SP. Nasrin Haddad chegou ao Brasil no início dos anos 1990. Ela é iraniana e veio sozinha para cá. Logo na chegada, conheceu no Rio de Janeiro Claudio Battaglia, um carioca da gema com quem se casou. Depois do casamento, eles se mudaram para Paraty. E foi lá que começou a história do Amigo do Rei, o desde então único restaurante de culinária Persa do Brasil.

Paraty

Cumplicidade

Pois é, pessoal: as histórias de amor são inevitáveis aqui no blog, não é mesmo? Quem vê Nasrin e Claudio juntos não tem dúvida alguma de que o amor deles transborda para a experiência gastronômica que eles nos oferecem. Quando visitei o Amigo do Rei aqui em BH, me chamou atenção a forma como Claudio pormenorizava as histórias. Ele explicava sobre os pratos, temperos, a cultura iraniana… enfim. Quem escuta o Claudio falando, acha que aquelas coisas são parte da sua vida desde que ele nasceu.

Nasrin e Claudio – Foto de divulgação Amigo do Rei

Por outro lado, Nasrin na época falava menos do que ele. Mas, depois fui perceber que não era isso: Nasrin falava, falava muito. Sabem como? Através de sua comida. Não sei vocês, mas eu criei costumo tentar entender quem cozinha através daquilo que como. É totalmente diferente quando comemos algo de alguém que não gosta de estar na cozinha em comparação a uma comida feita com amor.

Nasrin contando histórias sobre o Iran – Foto de divulgação Amigo do Rei

Cozinhando com o coração

Podem rir de mim. Sei que é meio clichê, mas o amor é um ingrediente importantíssimo na cozinha. Nasrin durante a noite de serviço falava pouco, mas a sua comida fazia monólogos por ela. E esses monólogos me fizeram suspirar… Depois, durante a entrevista com ela, reconheci na sua fala tudo aquilo que eu já havia “escutado” através da sua comida. História, tradição, conhecimento, magia (por que não?) e muita bem querência por aquilo que ela faz.

Lembro-me que durante a entrevista, Nasrin me disse algo muito tocante e que resume de certa forma essa leitura que fiz sobre a sua forma de “falar”. Para ela, é extremamente importante mostrar às pessoas daqui que o Irã é berço de uma culinária sofisticada. É que ela se entristece ao ver as ideias e lugares comuns que normalmente se tem no ocidente a respeito de seu país. Ela quer que as pessoas conheçam o Irã através da sua comida. Assim todos poderão ver que o país não é tão fanático, estrito, seco ou pouco romântico.

Foto de divulgação Amigo do Rei – Truta assada com molho levemente picante. Entre os 15 ingredientes deste prato, encontramos o golpar (flor nativa do Irã), o qard-e ghureh (uvas verdes em pó), o limoo amaní (limão persa desidratado em pó), a romã e pétalas de rosa.

Nasrin, a Cadbanou

Nasrin me contou na entrevista que no Irã a culinária é de domínio quase que exclusivo das mulheres. Esse é um traço cultural interessante que encontramos aqui no Brasil quando contrastamos a cozinha comercial com a cozinha de casa. Quando falamos da assim considerada “alta gastronomia”, sempre temos referências de chefs homens, embora o mercado esteja recebendo cada vez mais mulheres. Por outro lado, quando falamos da comidinha nossa de cada dia, as rainhas da cozinha ainda são as mulheres, não é mesmo?

Foto de divulgação Amigo do Rei – Nasrin preparando geleia de marmelo

Cadbabou é o nome que se dá àquela que cuida dos afazeres na cozinha. É assim que Nasrin se intitula aqui no Brasil. A palavra Cadbanou em farsi (língua falada no Irã) significa grande dama. Nasrin me explicou que no Irã a culinária não é comércio, ela simplesmente faz parte do cotidiano das pessoas. Aquele silêncio sobre o qual falei nos parágrafos acima se explica quando Nasrin me conta o que é para ela o ato de cozinhar. Ela diz que a preparação das refeições requer concentração e paciência. Ela revela ainda que ser uma Cadbanou significa saber ministrar harmoniosamente os aromas e sabores das ervas e condimentos em equilíbrio com os demais ingredientes. Ou seja, em outras palavras: cozinhar é fazer mágica!

Foto de Divulgação Amigo do Rei – “Albaloo Polow bo Morgh” – Arroz de Cerejas Silvestres com arroz branco e arroz temperado com Açafrão, tiras de pistache e de amêndoas. Ele é servido com sobrecoxas de frango temperadas com Advieh (advieh = combinação de especiarias).

Paciência

Ela me contou que existem pratos que demoram horas para serem preparados. Em seus tempos de criança, Nasrin se lembra de ver a avó indo para a cozinha começar a preparar o almoço às oito horas da manhã para que ele ficasse pronto ao meio dia.

Foto de divulgação Amigo do Rei – ”Qormeh Sabzi” – Cordeiro com Molho de Ervas Verdes. Esta receita inclui pedaços de pernil de cordeiro, feijão vermelho, limú amani (especial limão seco importado do Irã), Shambalilêh (erva típica da culinária persa) e as especiarias tradicionais. O longo cozimento deste prato resulta numa verdadeira alquimia. É servido com arroz branco coroado com um toque de arroz de açafrão verdadeiro.

E é por isso que ela diz que a comida não é assim fácil, e que cada alimento tem um certo processo de fazer e isso dá muito trabalho. Para a Cadbanou o segredo da comida iraniana é a concentração e o gosto por aquilo que se está fazendo.  Nasrin diz que é preciso ministrar bem e com equilíbrio os ingredientes. Em resumo, para ela, culinária é arte e técnica juntas.

Foto de divulgação Amigo do Rei – “Adasi” – a Sopa de Lentilhas Vermelhas. Dentre os suaves temperos está a Nigela, o açafrão, um toque de vinagre de maçã e o Golpar.

De volta ao restaurante…

Pois bem, Nasrin e Claudio encontraram um cantinho bem gostoso no centro histórico de Paraty, na rua Dona Geralda. Lá abriram a casa. Pensem vocês que o nome Amigo do Rei é de fato uma homenagem de Nasrin a Manuel Bandeira.

Manuel Bandeira

Ela conheceu o poeta ainda no Irã através de turistas brasileiros que ela guiava pelas ruínas de Persépolis. Quem ai não conhece os versinhos clássicos “Vou-me embora para Pasárgada, pois lá sou o amigo do rei”? Pois é!

Ruínas de Persépolis

Em 2001 o casal veio para Belo Horizonte. Em Paraty o restaurante ia bem. Por 11 anos seguidos ele teve estrelas no extinto guia 4 rodas. Nesse meio tempo também ganhou dois prêmios Gula. A movimentação em Paraty era sazonal, por se tratar de uma cidade praiana. E lembro-me de que na entrevista ambos me disseram que as preferências no cardápio de lá ficavam quase sempre em torno de frutos do mar. No entanto, o que mais motivou a vinda do casal para BH foi a filha, que então tinha 7 anos. Eles queriam dar a ela uma educação bacana em uma cidade que fosse grande, mas não tão grande assim. BH se prestava bem a isso.

Foto Marcus Desimoni

De BH para SP

O Amigo do Rei aqui em BH ficava numa casinha ali no bairro Santo Antônio na rua Quintiliano Silva número 118 onde hoje funciona a boutique de massas Il Canto Pasta. Não me esqueço nunca da primeira vez que coloquei meus pés ali. A iluminação do ambiente era a meia luz. O salão tinha no máximo oito mesas. De fundo uma trilha sonora médio oriental que misturada aos cheiros que saíam da cozinha e ao restante da decoração faziam com que eu me sentisse bem longe de BH. A mesa do ano novo persa estava posta num cantinho da sala. No teto, Claudio havia reproduzido a posição estelar do ano novo iraniano.

A casinha onde funcionava o Amigo do Rei – Arquivo Instagram Il Canto Pasta.

O serviço acontecia somente mediante reserva. O Amigo do Rei não era o tipo de restaurante onde você poderia simplesmente chegar, entrar e ser servido. Quando os visitei, eles estavam em funcionamento há nove meses aqui em BH. Lembro-me de na época ter feito votos para que o público mineiro, normalmente cabreiro diante de novidades, se abrisse de coração para aquela experiência gastronômica que significou tanto para mim.

E querem saber? A coisa funcionou bem! Eles ficaram em BH até meados de 2012. Nesta época eles viram a oportunidade de expandir seus horizontes e levar a culinária persa para São Paulo. Havia no início um investidor que estava com eles na sociedade para a montagem de um restaurante na capital paulista. No entanto, as coisas não saíram como o previsto e o restaurante em si não chegou a ser inaugurado. Ao invés disso, Nasrin e Claudio resolveram apostar em uma proposta gastronômica mais intimista, que fosse ao mesmo tempo intensa no paladar e também do ponto de vista pessoal.

A experiência romântica em SP

Atenção terra da garoa, a partir deste momento começo a falar sobre a dica de experiência romântica em SP que prometi desde o início do post. A ideia de oferecer em São Paulo jantares exclusivos de culinária persa dentro de casa começou no momento em que Nasrin e Claudio viram que o restaurante mesmo não sairia do papel em curto prazo. Cláudio me contou que durante as obras do restaurante eles haviam enviado e-mails às pessoas de São Paulo que já conheciam o Amigo do Rei de BH e de Paraty. Disseram ali que enquanto o restaurante não ficasse pronto, que eles poderiam juntar um petit comité para matar as saudades dos sabores persas jantando na casa deles. Pronto! Foi assim que começaram esses inusitados encontros cheios de sabor, carinho, hospitalidade, histórias e cultura.

Únicos divulgadores da gastronomia persa no Brasil

Nasrin e Claudio sabem que são os únicos a oferecerem esse tipo de culinária no Brasil. Por isso resolveram atender durante 5 dias da semana: de quarta a sábado para o jantar e domingo para o almoço. Todo mês eles divulgam no site e no facebook um cardápio diferente. Os grupos podem escolher entre o menu do mês (R$93,00 por pessoa), com entrada, prato principal e sobremesa. Ou podem escolher o menu degustação de sete tempos (R$170,00 por pessoa), com um boas-vindas, duas entradas, dois pratos principais e duas sobremesas.

Foto de divulgação Amigo do Rei – mesa posta

Na casa há água mineral com ou sem gás e uma bebida típica que varia de mês a mês. Aos amantes de um bom vinho, a rolha na casa da Nasrin e do Claudio é livre! Então vocês podem levar o próprio vinho para acompanhar o festim. Na dúvida sobre o que melhor harmoniza, sigam a dica do Claudio: levem um Primitivo!

Foto de divulgação Amigo do Rei – Visitas ilustres

Esse modelo de jantares secretos e exclusivos tem sido um chamariz a mais para toda essa experiência gastronômica. Nasrin e Claudio são procurados tanto por pessoas que já conheciam a trajetória deles desde Paraty, até pessoas entusiasmadas por gastronomia que amam descobrir um cantinho diferente e desconhecido. Eles já foram visitados por jornalistas, artistas e intelectuais. E para eles é excelente que essa propaganda positiva boca a boca aconteça tanto para o crescimento do projeto, quanto para a divulgação da culinária persa.

A minha experiência num jantar de 3 tempos

Pois bem, eu vou dizer a vocês que estou doidinha para reencontrar Nasrin e Claudio para vivenciar a experiência do jantar de sete etapas. No entanto, posso dizer a vocês que a minha vivência em um jantar de três etapas já fez meu coração pular de alegria. Tenho esse jantar guardado na memória e no coração.

Foto divulgação Amigo do Rei – “Óche Anór” – Sopa de Romã

A entrada foi uma ócher anór, sopa de romãs com caldo de carne, verduras e especiarias. No finalzinho me lembro de um leve sabor metálico muito diferente e delicioso. Sempre amei romãs, mas aqui na cultura brasileira, pelo fato delas não serem típicas do nosso repertório cotidiano, acabamos não sabendo muito bem como utilizá-las na cozinha. Para mim foi deliciosa essa primeira experiência que serviu de base para tantas outras com romãs e comidas de sal na minha vida. O prato principal foi um Fessenjam. Imaginem ai pequeninas almôndegas (mas de sabor muito diferente das que conhecemos) cozidas em um molho levemente adocicado à base de nozes e romãs.

Foto de divulgação Amigo do Rei – Fessenjam

Gente, fiquei absolutamente encantada com esse prato. Ele é servido com arroz basmati, soltinho, soltinho coroado por um toque de açafrão. O molho que o acompanha chama-se Borani. Ele é feito de abobrinhas a base de iogurte e serve para limpar o paladar ao longo da refeição. Por fim, terminei essa experiência com a sobremesa dos reis. Trata-se do Ranghinack: um doce de tâmaras sem caroço, recheadas com nozes, salpicada com pistaches e um molho sólido que fica espesso na boca dando uma leve sensação de calor. Essa entrou para o hall das melhores sobremesas que já experimentei na minha vida.

Ranghinack, foto divulgação Amigo do Rei

Comendo de colher

Agora se preparem para uma peculiaridade cultural interessantíssima: na casa da Nasrin e do Claudio à mesa vocês encontrarão um garfo e uma colher. E não pensem que a colher serve somente para tomar caldos e sopas não. A ordem por lá é comer de colher. Nasrin e Claudio me explicaram que no Irã o uso da colher é muito comum. No meio da conversa lembro-me do desabafo da Cadbanou: “Com todo respeito para com as outras culinárias, mas é muito mais fácil comer arroz com colher”!

Foto de divulgação Amigo do Rei

Claudio ainda vai além. Ele me convidou a experimentar a comida com a colher para que eu pudesse sentir o quanto a experiência era interessante do ponto de vista do paladar. É que ao encher a boca de comida é possível sentir os diversos sabores das especiarias. Posso dizer de cadeira que ele tem toda razão.

Foto de divulgação Amigo do Rei – Khoresh-e Karafs” – Guisado de frango e aipo acompanhado por arroz branco e um toque de açafrão. Reparem à mesa: um garfo e uma colher.

Outra coisa interessante é que vocês não encontrarão facas à mesa. Nasrin explicou-me que não há necessidade de cortar nada nos pratos. Na cozinha iraniana tudo é muito picadinho, e mesmo quando a carne vem em pedaços maiores, ela é tão cozida que não precisa de faca, é possível cortá-la com a colher mesmo. Nasrin lembra que no Irã a faca é um utensilio muito usado na hora de se comer frutas. À mesa o garfo até aparece, mas ele serve somente para dar uma ajudinha. Sabe aquela coisa de ajudar a empurrar o arroz para a colher? Pois é. Mas não mais do que isso.

Prontos para essa experiência romântica?

E ai? Animados a viverem essa experiência romântica em SP? Eu sou muito suspeita para falar a respeito. Fiquei fã do restaurante no momento em que coloquei meus pés na casa. Para mim essa é uma experiência romântica não só pelo ineditismo gastronômico e pela simpatia do local e seus anfitriões. Para mim o maior romantismo do Amigo do Rei está no despertar dos sentidos. Não cheguem na casa da Nasrin e do Claudio pensando em simplesmente jantar e namorar. Cheguem lá pensando que vocês viverão uma experiência sensorial que abrirá a mente de vocês para que vocês enxerguem o mundo e a vida de forma diferente.

Despertando os sentidos

Eu sempre digo que a gastronomia nos possibilita despertar a nossa sensibilidade. Quando somos conduzidos por um bom chef, no caso uma Cadbanou, entendemos que o ato de comer é capaz de envolver todos os nossos sentidos. Aguçamos a visão diante de um belo empratamento. O olfato é provocado em função dos cheiros que chegam da cozinha. E no caso da cozinha da Nasrin vocês podem levar esse sentido bem a sério!

Foto de divulgação Amigo do Rei – “Obdugh Hior” – A Sopa Fria feita com 9 ingredientes, dentre eles: iogurte feito pela Cadbanou, pétalas de rosas maceradas, cubinhos de pepino japonês, uvas-passas, nozes, sal, pimenta do reino, hortelã seca e hortelã fresca. Um cubo de gelo mantêm a temperatura. Ela é servida gelada.

Então o tato é despertado no momento em que colocamos o alimento na boca e sentimos a sua textura nos lábios, sentimos o seu calor ou o seu frescor. As texturas também nos levam à audição, no momento em que sentimos algo crocante em meio a uma sobremesa, por exemplo. E por fim, a experiência culmina no paladar, que acaba aguçado por todos os outros sentidos fazendo com que a experiência sensorial chegue ao ápice.

Foto de divulgação Amigo do Rei – outro ângulo do Ranghinack, a sobremesa que experimentei aqui em BH. Ela foi um dos pontos mais altos no quesito sensorial. Isso porque esse doce foi capaz de não só aguçar, mas também desafiar mais de um sentido. O molho espesso que esquenta a boca é sem explicação!

Deixando-se conduzir

Para mim, experiências românticas vão para além da pele. Na realidade elas estão também ligadas à nossa capacidade de sentir o nosso entorno e todos os elementos que nos são oferecidos. Durante o jantar, reparem no lugar, ouçam as histórias que Claudio e Nasrin contam. Sintam os cheiros que vem da cozinha. Fechem os olhos ao experimentarem uma comida pela primeira vez. Vivenciem a experiência de comer de colher e sintam a explosão de sabores acontecer dentro da boca de vocês. Para mim, essa é uma experiência romântica em SP porque ninguém sai da casa desse casal lindo sendo as mesmas pessoas de antes.

Foto de divulgação Amigo do Rei

Nasrin e Claudio sabem o quanto ganham de carinho e vivência a cada pessoa que passa pela sua sala, mas definitivamente não sei se eles tem a dimensão do que essa experiência gastronômica faz em corações sensíveis e afetuosos como o meu. Naquela noite de 2002 minha paixão pela gastronomia nasceu, meu apreço por escrever sobre comida e conhecer comida também cresceu. Nunca mais fui a mesma desde então. E hoje, sou feliz por ter tido a honra de adentrar esse mundo gastronômico tão desconhecido aqui nas nossas bandas, mas ao mesmo tempo tão intrigante, envolvente e sedutor. Eu adorei ser amiga dos reis por uma noite. Apareçam por lá e depois me contem o que acharam!

Serviço

Os jantares secretos da Cadbanou acontecem de quarta a sábado a partir das 20h. Aos domingos é servido um almoço a partir das 13h. Tudo sempre mediante reserva prévia. O telefone de contato é (11) 98194-8190. O cardápio do mês pode ser consultado no site ou na página do Facebook deles. O endereço é passado aos interessados no momento da reserva. O local tem capacidade para 8 pessoas sentadas à mesa.

Espero que gostem dessa experiência romântica em SP e em breve estarei de volta com mais dicas legais na terra da garoa!

Até a próxima!

About Nicole Delucca Linhares

Uma jornalista obcecada pelo lado bom da vida que está sempre em busca de experiências românticas para dividir com o mundo. Apaixonada por comidinhas, pores-do-sol, plantas, livros, cinema, viagens e teatro. É também professora de italiano, cozinheira para todas as horas, filosofa de boteco e, por fim, uma mistura doida de Minas, Itália e Piauí!

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